Unievangélica cria sala virtual para alunos com dificuldades de aprendizagem

8 maio, 2019

Um dos principais diferenciais nos dias atuais em uma instituição de Ensino Superior é a acessibilidade. A UniEVANGÉLICA, em parceria com a Sagah, está utilizando do ambiente virtual e dos conteúdos das Unidades Acadêmicas para atingir um grupo específico de alunos, os com transtornos ou distúrbios de aprendizagem.

Em uma sala virtual de aprendizagem dedicada a esse grupo de estudantes, a equipe da IES está em busca de cada vez mais inclusão. Em junho, a Sala de Repercurso, como é chamada a iniciativa, completará um ano, momento em que projeto sai de uma fase experimental para se tornar institucional.

A Diretora de EAD, Greice Helen de Melo Silva conta que as atividades dessa sala virtual são planejadas de maneira mais flexível quanto aos prazos e ao número de tentativas. “Assim o acadêmico passa a ter a possibilidade de refazer seus percursos pedagógicos, retomando conteúdos cuja aprendizagem não foi a ideal em um primeiro momento e, então, realizando novamente as atividades pertinentes”, explica. Esse processo é possível devido a um planejamento elaborado especificamente para esta sala e a um acompanhamento ainda mais próximo da equipe de tutoria.

O material didático passa também por adaptações, como inserção de legenda nos vídeos, gerando maior acessibilidade para os estudantes. Além disso, a partir de orientações do Núcleo de Acessibilidade, os alunos passam a lidar melhor com ferramentas que permitam a leitura de textos e imagens. “Uma graduanda declarou em atendimento presencial que, devido a um déficit diagnosticado pelo seu psiquiatra, sua aprendizagem demandava por mais oportunidades de leitura e estudos, o que implicava em prazos maiores e atividades sem tempo cronometrado. Este é um dos perfis atendidos pela Sala de Repercurso”, conta Greice.

O coordenador pedagógico, Hugo de Andrade Silvestre afirma que a sala inclusiva surgiu a partir da observação da coordenação pedagógica e da equipe tutorial, as quais identificaram a reprovação recorrente de alguns estudantes nas disciplinas EAD. “Após verificação, percebeu-se que neste universo estavam estudantes com déficit de atenção, hiperatividade, algumas deficiências, etc. A proposta foi inserir estes alunos em uma sala virtual que atendesse suas demandas e os resultados foram expressivos”. Em uma turma de 13 matrículas, por exemplo, houveram dez aprovações, duas desistências e uma reprovação.

Os estudantes são selecionados por meio de uma triagem do Núcleo de Acessibilidade da UniEVANGÉLICA que contempla, entre outros critérios, a apresentação de laudos médicos do aluno e indicação da direção do curso em casos em que tenha sido identificada alguma necessidade específica de atendimento. Até o momento, foram atendidos um total de 20 alunos e, de acordo com a equipe responsável pelo projeto, a expansão deste atendimento será conforme demanda. Eles acreditam que a procura deve crescer diante da institucionalização da iniciativa.

Sua IES planeja trabalhar com conteúdos inclusivos também? Fale conosco!

Leia mais:

Por dentro da Sagah: conheça o designer instrucional, quem pensa o lado pedagógico das UA’s


Compartilhar

RELACIONADOS