Sala de aula invertida: o papel do professor na metodologia ativa

5 novembro, 2018

Uma dúvida que paira entre os professores é “qual o meu papel em uma sala de aula invertida?”. A metodologia ativa tira estes profissionais da zona de conforto, mas isso não precisa preocupar ninguém.

Em princípio, professores estão acostumados com sua centralidade na aprendizagem e isto muda no novo conceito. Em síntese, ele se torna um mediador e agora o protagonista é o aluno.

O que você vai aprender com este conteúdo:
Qual a função do professor na sala de aula invertida?
Como colocar em prática a metodologia?

Qual a função do professor na sala de aula invertida?

Na sala de aula invertida, os alunos aprendem o conteúdo em suas casas. Eles estudam em ambientes lúdicos com videoaulas, games, infográficos. Depois em um momento presencial participam de atividades diversificadas, estruturadas a partir dos conceitos de metodologias ativas.

 

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Foto: Pexels

Nesse sentido, o professor é quem seleciona os conteúdos que os alunos devem estudar em um momento pré-aula. Estes conteúdos devem ser hospedados em uma plataforma digital ou enviado por e-mail para os alunos. Desta forma eles poderão se preparar antes da aula.

No momento da sala de aula o professor utiliza de um layout da sala com mesas em círculos com o intuito de fomentar o debate. Em seguida, começa a explorar os temas fazendo perguntas sobre os conteúdos que foram estudados. O aluno tem contato com desafios práticos, e decisões que precisam ser trabalhadas em conjunto, desta forma eles conseguirão participar ativamente das aulas.

Em resumo, ao invés de trazer as respostas prontas aos alunos, ele fomenta a discussão na intenção de problematizá-las a partir de uma situação prática.

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Como colocar em prática a sala de aula invertida

Acompanhe a seguir três dicas sobre como escolher e preparar o conteúdo para aplicar a sala de aula invertida.

1. Planeje com rigor

A escolha do conteúdo deve ser resultado de um processo que começa pelo planejamento . Ou seja, jamais deve-se agir por impulso. Assim, a gestão da IES precisa analisar atentamente os temas e os melhores formatos para cada curso.

É importante, também, levar em conta a ementa e o perfil dos estudantes, garantindo a segurança  sobre o que será transmitido no ambiente virtual de aprendizagem escolhido.

O planejamento contempla, também, a dinâmica das aulas. A estratégia, aqui, é deixar um “gostinho de quero mais” ao fim de cada lição, instigando o estudante ao próximo encontro virtual.

Para o melhor planejamento, atente aos seguintes aspectos:

  • Defina os objetivos principais;
  • Avalie qual é a metodologia mais adequada para abordar os temas das aulas e promova a melhor aprendizagem;
  • Prepare materiais como infográficos, apresentações, videoaulas, conteúdo complementar;
  • Estabeleça o período de tempo das aulas;
  • Desenvolva métodos avaliação precisos.

Leia também:
:: Ensino híbrido: o que é, como fazer, tendências | Guia definitivo
:: Metodologias ativas: o que são, quais as mais famosas e como aplicar

2. Estruture o conteúdo de maneira didática

A estruturação do conteúdo começa pelo uso de uma linguagem de fácil assimilação. Para isso, entretanto, é fundamental entender quem é o público-alvo (a persona a ser atingida) e falar a língua dele. É possível introduzir informalidade sem comprometer a qualidade do conteúdo e, assim, melhorar a compreensão de assuntos complexos.

Além de diversificar as formas de expressão, vale a pena ser criativo no modo como o conteúdo será apresentado. Um exemplo é pedir aos alunos que analisem materiais encontrados em sites, séries ou filmes. Outro processo que gera boa adesão é a criação de narrativas para explicar os conteúdos.

O conhecimento, aliás, não precisa ser apresentado de maneira dura; basta que haja interação (mesmo que a distância) entre professor, aluno e conteúdo.

Por fim, ao incorporar o dia a dia dos estudantes nos conteúdos, o aprendizado se tornará ainda mais real e efetivo.

3. Atente para a autonomia na sala de aula invertida

Leve em consideração o tempo, o espaço e tudo que é necessário para a preparação e a assimilação de cada conteúdo. O aluno de educação a distância parte do pressuposto de que é possível realizar o curso de qualquer lugar e no horário que for mais conveniente a ele.

Significa que ele poderá estudar num café lotado ou numa noite com péssima conexão de internet. Por razões assim, os materiais devem priorizar o fácil acesso e a simples navegação. Isso possibilitará, também, que o estudante consiga fazer o seu próprio caminho de aprendizagem.

Considere, também, a utilização de chats e fóruns. Esses recursos podem se revelar poderosos aliados  na hora de apresentar conteúdos mais refinados ou assuntos específicos. Eles ajudam, ainda, a sanar dúvidas com rapidez e fomentam a confiança do aluno no sistema de aprendizagem – e, de quebra, na IES.

 

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